Se toca garota! Informações sobre prevenção ao câncer de mama

Se toca garota! Informações sobre prevenção ao câncer de mama

02/02/2019
Lívia Monteiro Moreira

Você conhece suas curvas? Conhece seu corpo? Sabe identificar se está acontecendo alterações em sua forma ou função? 

Temos, hoje, acesso a várias fontes de informação, podemos conhecer o mundo sem sair de casa. Então porque ainda somos tão relapsas com o nosso corpo? Dispomos da tecnologia para auxiliar-nos em diagnósticos, mas quando se trata de fazermos a nossa parte sempre deixamos para depois?

Ainda é normal que mulheres procurem serviço de saúde quando já apresentam alguma doença e na maioria das vezes detectada por seus parceiros.

A verdade é que não temos olhado para nós mesmas, passamos horas assistindo TV, vendo revistas de fofoca, sabemos a quantidade de silicone e celulite das atrizes mas não sabemos que nosso corpo está diferente dependendo da fase do nosso ciclo. Não percebemos que perdemos, pouco, mas perdemos, medida em nosso período fértil. Quando as mudanças são patológicas fica mais difícil identificar, se não conhecemos o que é o normal.

O nosso corpo é sagrado, devemos conhece- ló, toca-lo, olhar para ele e descobrir nossas curvas, nossas “dobrinhas”, conferir se está tudo ok” onde não temos costume de olhar. 

É importante fazer a consulta preventiva pelo menos 1 vez ao ano. E comunicar ao seu ginecologista, qualquer anormalidade, devemos tirar todas as dúvidas a cerca de nossa saúde e buscar mantermos hábitos saudáveis para diminuirmos a possibilidade de desenvolvermos alguma doença.

Falaremos hoje, mais especificamente da prevenção do câncer de mama.

É considerado o câncer mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Se diagnosticado e tratado oportunamente, o prognóstico é relativamente bom.

Esta doença é encontrada na maioria das vezes em mulheres acima de 35 anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos continentes.

Mamas são glândulas cuja principal função é a produção do leite, que se forma nos lóbulos e é conduzido até os mamilos por pequenos canais chamados ductos. Quando as células da mama passam a dividir-se de forma desordenada, um tumor maligno pode instalar-se principalmente nos ductos e mais raramente nos lóbulos.

Os fatores de risco são principalmente: a idade avançada, a exposição prolongada aos hormônios femininos, não ter amamentado, fizeram reposição hormonal, tiveram a menarca muito novas, entraram na menopausa após os 50 anos, o excesso de peso e a história familiar ou de mutação genética. Ser portadora dos genes BRCA1 e BRCA2 é um fator de risco importante. Mas existem também casos em que mulheres desenvolvem a doença sem apresentar fatores de risco identificáveis.

O primeiro sinal da doença geralmente é a presença de um nódulo único, não doloroso e endurecido na mama. Outros sintomas, porém, devem ser considerados, como a deformidade e/ou aumento da mama, a retração da pele ou do mamilo, os gânglios axilares aumentados, vermelhidão, edema, dor e a presença de líquido nos mamilos.

Para detectar o Cancer faça o autoexame das mamas mensalmente, no 7º ou 8º dias após o início da menstruação, se tiver mais de 20 anos, procure o serviço de saúde para realizar a consulta de rotina para submeter-se a consulta de rotina e ao exame das mamas e à mamografia a cada 2 ou 3 anos, se está entre 20 e 40 anos; acima dos 40 anos, realize o exame anualmente;

O tratamento varia de acordo com o tipo do câncer. Os mais indicados são: quimioterapia (uso de medicamentos para matar as células malignas), radioterapia (radiação), hormonoterapia (medicação que bloqueia a ação dos hormônios femininos) e cirurgia, que pode incluir a remoção do tumor ou mastectomia (retirada completa da mama).

O tratamento pode, ainda, incluir a combinação de dois ou mais recursos terapêuticos

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