Capitalismo “Malvadão”!

Capitalismo “Malvadão”!

19/03/2020
Natalia

*Capitalismo “Malvadão”!*


Este é um bom momento para discutir o Capitalismo “Malvadão”. O medo do Coronavírus faz os mercados desabarem, as bolsas em todo o mundo estão em queda e a quarentena imposta por alguns governantes faz a busca por produtos de primeira necessidade acelerar e com isso alguns somem das prateleiras.


O Capitalismo opera por lei da oferta e da procura. Quanto maior a oferta menor o preço e quanto maior a procura maior o preço, essa é a regra básica. Mas o discurso e atitudes de intervenção na economia neste momento começam a aparecer com a salvação do controle de preço! Sem entender essa simples lei, essa interação pode custar caro ao consumidor, já que no primeiro momento terá a sensação que via regulamentação os preços foram controlados e no segundo momento vão sofrer com a falta de produto nas prateleiras.


Como o sistema é escasso e existe um tempo para recomposição de alguns itens, é comum que a procura por determinado item eleve naturalmente os preços. Então, não tarda o clamor por regulação dos preços com a justificativa de proteção do consumidor. Algumas pessoas, não entendendo a lei básica de oferta e demanda, cobram dos governos e de órgão como o PROCON que punam estabelecimentos que estariam praticando margens de lucro abusivas. 


Mas porque margem abusiva? 


Gostaria de entender esse questionamento de alguns políticos e setores da sociedade. Será que 10% é uma margem boa ou abusiva? Ou 90% é uma margem boa ou abusiva? Isso tudo é relativo e em um mercado livre, quem determina se a empresa que pratica a margem de 10% ou a de 90% é que vai sobreviver é o consumidor. Este sim, tem o poder de determinar quem sobrevive e quem sai do mercado.


O mais interessante é que em tempos de crise, raramente vemos o poder público propondo redução de impostos. Isto sim seria o mais correto. As pessoas pedem tanto controle de preços em época de crise, mas deveriam sempre propor controle sobre o governo que via de regra impõe alíquotas abusivas para os impostos. Poderiam sugerir o seguinte artigo no código do consumidor: Em caso de crise todos os produtos essenciais à sobrevivência que se tornarem escassos terão redução automática das alíquotas dos impostos.  


Atualmente, estamos sofrendo com a variação de preço do Álcool em Gel. Sabe-se que a carga tributária aplicada ao produto é de cerca de 22% diretamente, sem falar na cadeia de produção dele onde os insumos também levam uma carga tributária em torno dos 25%. Mas vamos focar apenas no produto final. Porque neste momento de crise ao invés de tentar congelar o preço que é uma medida ineficaz e populista, o governo não zera os impostos para a fabricação e comercialização? Desta forma teríamos 22% de redução na composição do preço do produto! Seria a melhor forma de estimular o mercado a se organizar para aumentar a produção e atender a forte aceleração da demanda. Assim, a maior parte da população seria bem atendida, as fábricas poderiam contratar emergencialmente para produzir mais, o sofrimento de todos seria amenizado e a crise passaria mais rápido.


Por outro lado, se tivermos um congelamento de preços forçado pelo governo o efeito será o oposto. Teremos o caos do desabastecimento e todos perderão. 

Com os custos elevados, dificuldades operacionais impostas pelo momento de crise e pela abrupta aceleração da demanda as empresas não conseguirão continuar produzindo e terão que demitir. Os produtos continuarão escassos no mercado, os consumidores continuarão sofrendo sem os produto, o governo também ficará sem arrecadação e acabará surgindo um mercado negro que cobrará ágio. Isto fará com que todos sofram mais e a crise se prolongará. Tivemos essa experiência desastrosa no Governo do Sarney e agora temos a oportunidade de ver o caos que se instaurou na Venezuela.  


O correto é deixar o preço fluir, retirando a carga tributária de toda a cadeia de produção se possível, deixando que o mercado se organize com liberdade econômica. Isso também fará com que novos empreendedores surjam já que existe demanda. A demanda incentivará empreendedores que, com criatividade, acabarão trazendo novos produtos e soluções contribuindo para a normalização dos preços.


Para fecharmos está reflexão relato que o capitalismo “malvadão”, levou uma das principais fabricantes de álcool em gel a contratar e ativar três turnos de trabalho para atender a nova demanda. 

E sabe por que o dono da fábrica investiu tão rapidamente em seu negócio?

Como bem disse Adam Smith: “Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro, e do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da consideração que ele tem pelos próprios interesses. Apelamos não à humanidade, mas ao amor próprio, e nunca falamos de nossas necessidades, mas da vantagem que eles podem obter.”

Não espere bondade do mercado, espere o nosso interesse em suprir a demanda do mercado.


*Laguna 3/20*

*“Liberdade com responsabilidade sempre!”*


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