CONFRONTO ENTRE POLÍCIA E MANIFESTANTES TEM UMA PESSOA FERIDA A TIROS EM PROTESTO CONTRA O RACISMO EM SEATTLE

 
Uma pessoa foi ferida por um tiro quando um homem armado avançou na direção de um protesto contra o racismo na cidade de Seattle, no noroeste dos Estados Unidos, na noite do domingo (7). 

Um vídeo exibido pelo canal local Q13Fox mostra um homem com uma pistola saindo de um veículo perto de uma delegacia, onde manifestantes estavam reunidos.

O homem caminha em direção às pessoas que protestam e desaparece no meio da multidão. Segundo a emissora Q13Fox, um homem foi atingido no braço. Ele foi levado para um hospital e seu estado de saúde era estável. 

A polícia informou em uma mensagem no Twitter que o suspeito foi detido e teve a arma apreendida.

A manifestação era parte dos protestos que acontecem em todo Estados Unidos desde a morte, em 25 de maio, de George Floyd. O ex-segurança negro foi asfixiado durante uma abordagem policial em Minneapolis. Um policial branco apoiou o seu joelho no pescoço de Floyd por quase nove minutos. Autópsias indicam que ele morreu por asfixia.

Segundo a emissora, o homem foi baleado no braço. A vítima de 27 anos foi levada para um hospital e seu estado de saúde era estável. 

Os atos em solidariedade a Floyd se transformaram em um movimento de protesto amplo, que exige uma reforma da polícia e justiça social.

A polícia afirmou que manifestantes jogaram garrafas e pedras contra os policiais, soltaram fogos de artifício e utilizaram lasers para atingir os olhos dos agentes de segurança. A polícia respondeu com granadas e spray de pimenta.

Os integrantes do Conselho da Cidade de Seattle criticaram fortemente a prefeita Jenny Durkan e a chefe de polícia, Carmen Best, pela repressão dos manifestantes. Elas tinham se comprometido no dia anterior a promover uma redução nas tensões na contenção dos atos contra o racismo.

As manifestações se expandiram para todos os 50 estados americanos e também no exterior para cidades como Londres e Paris, entre outras.

O “eu não consigo respirar”, últimas palavras de Floyd, virou grito de guerra para os manifestantes, que se espalharam por várias cidades do Estados Unidos e do mundo. Revoltados com a morte, pela força policial, de mais um homem negro desarmado, incendiaram uma delegacia em Minneapolis.

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