Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas NO suporte Ao tratamento de doenças comuns da infância

A Medys, juntamente com o Cidadela, apoia a difusão de informações relevantes baseadas em artigos científicos. Desta forma, estamos disponibilizando materiais elaborados pelo CABSIn, Consórcio Acadêmico Brasileiro de Saúde Integrativa, que trazem informações importantes para a gestão da saúde e do bem-estar da população.

Especialidade médica naturalmente integrativa, a pediatria encontra nas Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas suporte no tratamento de doenças comuns da infância, na diminuição das dores e na redução do uso dos antibióticos, como mostram as evidências científicas.

Estima-se que a população global chegou a 7,8 bilhões, em julho de 2020, e que desse total, segundo relatório da Divisão de População da Organização das Nações Unidas (ONU), quase um quarto são crianças entre 0 e 14 anos. Por aqui, no Brasil, a proporção é semelhante: conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um terço da população brasileira é composta por crianças e adolescentes, ou seja, 69 dos cerca de 209 milhões de pessoas. Mas por que conhecer os números da infância e da adolescência é tão importante, especialmente neste ano de 2020? O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), principal marco legal e regulatório dos direitos humanos desta faixa etária, completou 30 anos. Com base no ECA e numa discussão coletiva, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC) chega a cinco anos de existência, lançando luz para este universo amplo e complexo, que envolve dezenas de milhões de indivíduos em uma fase decisiva de seu desenvolvimento bio-psico-espiritual-social-ambiental, cujos impactos podem ser observados na vida adulta, em termos de morbi-mortalidade, longevidade, ética, tolerância, habilidades interpessoais complexas, felicidade e saúde planetária.

Apoiadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e incorporadas como estratégias de cuidados em saúde pública no Brasil, em 2006, através da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do Ministério da Saúde – que hoje abarca 29 práticas integrativas, ofertadas no SUS de forma gratuita, em mais de 4 mil municípios, as Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas (MTCI) revelam-se importantes aliadas desta atenção ampla à saúde de crianças e adolescentes. As MTCI, que no universo da infância e da juventude recebe o nome de Medicina Integrativa Pediátrica (MIP) ou Pediatria Integrativa, já fazem parte da realidade de mais de 12 países, e tem a defesa da Academia Americana de Pediatria. “Oferece uma abordagem orientada para a cuidado integral centrado no bebê, na criança ou no adolescente, com ênfase na humanização do atendimento, incluindo todos os elementos do estilo de vida e saúde da família”, define a Academia, completando: “Enfatiza a poderosa tríade saúde-criança-família, é informada por evidências e faz uso de todas as terapias apropriadas1”.

Este campo do conhecimento ganha, também, destaque no Brasil. Em 22 de novembro de 2019, o país recebeu o 1º Simpósio Internacional de Pediatria Integrativa, reunindo pesquisadores de 12 países. Como resultado desse encontro, marcado na história da Pediatria Integrativa, foi produzida a Declaração São Paulo sobre Pediatria Integrativa. O documento afirma: “As boas práticas pediátricas apoiam o desenvolvimento saudável da criança no contexto da sua família e da comunidade em geral e proporcionam terapias eficazes e seguras; respeitam os valores e crenças da família e da criança; e são tão não invasivas quanto possível”. Das boas práticas pediátricas, segundo a Declaração, fazem parte a capacitação de crianças e famílias e o trabalho em colaboração interprofissional entre trabalhadores da saúde e educadores, para promover o desenvolvimento rumo a um indivíduo saudável, livre e autônomo. “O respeito e a preservação do ambiente natural não são apenas a base da vida para as gerações futuras, mas são também essenciais para o desenvolvimento saudável da criança, e base de muitas terapias tradicionais e complementares”, registra o documento.

Veja a matéria completa no link: https://bit.ly/3kGXWKS

Redação: Katia Machado

Revisão: Ricardo Ghelman e Caio Portella

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